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Prefeitura leva alunos com deficiência visual para visitar o Museu Catavento

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Prefeitura leva alunos com deficiência visual para visitar o Museu Catavento
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Nesta terça-feira (14) uma turma de 16 alunos do projeto Práticas Educativas para a Inclusão Social (Peis), coordenado pela Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão, visitou o Museu Catavento, na capital paulista. A atividade faz parte da programação do Rolezinho de Bengala – iniciativa que apresenta às pessoas cegas e com baixa visão locais e equipamentos públicos, promove passeios culturais e de lazer como forma de proporcionar autonomia e inclusão para que possam sair de casa e conhecer diversos espaços.

Acompanhados de monitores educativos do local, o grupo percorreu diversos setores do museu nos quais experimentaram o acervo tátil. No de Biologia tocaram em insetos vivos, como o bicho-pau e a lagarta. Também conheceram a réplica de um avião e participaram de experiências como pedalar uma bicicleta que produz eletricidade.

Na seção Universo, conheceram os tipos de relevo da Terra em 3D, passearam pelo interior do planeta a partir do núcleo em direção à superfície, passando por uma simulação de caverna com sons do bater de asas do morcego, gotas de água caindo, na qual puderam tatear a textura da parede que imitava estalactites.

Já no setor Engenho, os participantes se informaram sobre descobertas de física e química, incluindo luz, óptica, mecânica, eletromagnetismo, ondas sonoras, calor, motores e realizaram uma experiência sobre eletromagnetismo.

Segundo a subsecretária Mayara Maia, a inclusão também se constrói por meio do acesso à educação, à cultura e à ciência. Proporcionar que pessoas com deficiência visual vivenciem espaços como o Museu Catavento, de forma acessível e sensorial, é garantir que o conhecimento esteja ao alcance de todos.

Para a gestora, o Rolezinho de Bengala amplia horizontes, estimula a autonomia e mostra que todos têm o direito de aprender, de experimentar e de ocupar esses espaços com dignidade e pertencimento.

Israel Martins de Oliveira Ribeiro, de 45 anos, aluno do Peis há três meses, tem baixa visão desde os dois anos de idade. Ele contou ter amado o passeio e em especial, poder segurar os insetos na mão. Também achou muito interessante a experiência da corrente elétrica, na qual levou um pequeno choque que considerou tranquilo.

O passeio foi ainda uma oportunidade para os alunos se inteirarem sobre os seis biomas brasileiros e suas características. Aproveitaram também para treinar seus conhecimentos em Braille nas placas acessíveis e táteis disponíveis no Catavento.

A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão integra a Secretaria de Direitos Humanos.

Imagens: Divulgação/PMG


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